Alfredo Volpi
Alfredo Volpi (Lucca, 1896 – São Paulo, 1988) foi um pintor ítalo-brasileiro e é considerado um dos nomes centrais da segunda geração do modernismo no Brasil. Chegou ao país ainda bebê e cresceu em bairros operários de São Paulo, onde começou a trabalhar como pintor-decorador, executando murais e frisos em residências. A partir dessa prática artesanal, graduou-se, de forma autodidata, à pintura de cavalete e à pesquisa rigorosa de cor e composição.
Sua trajetória passa pelo Grupo Santa Helena e por importantes salões e bienais, incluindo as primeiras edições da Bienal de São Paulo, onde recebeu o prêmio de melhor pintor nacional em 1953. Ao longo das décadas, Volpi evolui de uma pintura de caráter mais figurativo para uma linguagem de síntese formal, em que fachadas, bandeirinhas e madonas se transformam em estruturas geométricas de grande equilíbrio e força visual.
Mestre da têmpera sobre tela e grande colorista, Volpi construiu uma obra marcada por campos cromáticos precisos, repetições rítmicas e uma delicada relação entre cor, luz e espaço. Suas célebres bandeirinhas, inspiradas nas festas populares brasileiras, condensam a união entre tradição, simplicidade e sofisticação plástica, tornando sua pintura imediatamente reconhecível e decisiva para a história da arte no Brasil.